Não durmo durante a noite
Não sei se é por que a ouço me chamando, e consigo ignorar tão bem durante o dia;
ou se realmente fico apenas ouvindo ao vento.
Qualquer impressão
Impressões de um vivente acerca de seu entorno
terça-feira, 21 de julho de 2015
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Capítulo de um sonho vivido
Traço após traços,
Mãos deslizando e encontrando novas formas,
Dedicação
Fé
Linhas harmoniosas
Firmeza na intenção
Obrigado por sê-lo.
Com suas mãos feridas
pouco inchadas
A nos tornar nós,
com seu coração.
Seus olhos pequenos
olham apenas as linhas finas.
Lembrarei de sê-lo,
Lembrarei de ser você.
Mãos deslizando e encontrando novas formas,
Dedicação
Fé
Linhas harmoniosas
Firmeza na intenção
Obrigado por sê-lo.
Com suas mãos feridas
pouco inchadas
A nos tornar nós,
com seu coração.
Seus olhos pequenos
olham apenas as linhas finas.
Lembrarei de sê-lo,
Lembrarei de ser você.
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| A. von Ostade |
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Eu tive um sonho enquanto era luz do dia
Eu tive esse sonho uma vez, enquanto era luz do dia.
Lá estava deitada e ao abrir os olhos as mãos de uma anciã seguravam a minha cabeça,
estava tranquila sabia que estava sendo curada.
Há muito, passei a pegar caminhos um pouco confusos, com curvas, encontros e desencontros.
Para chegar à noite no fim da estrada, onde estava a anciã, esperando por mim.
Olhávamos, conhecíamos
Sentíamos;
Eu poderia ter percebido antes se não estivesse ocupada olhando para fora,
percebido que ela era eu mesma, uma parte cautelosa,
que esperou ao longo de todo o caminho até eu encontra-la.
Me lembrar que ela existe,
Me lembrar que eu sabia o tempo todo aonde estava indo e que posso cuidar de mim mesma.
Lá estava deitada e ao abrir os olhos as mãos de uma anciã seguravam a minha cabeça,
estava tranquila sabia que estava sendo curada.
Há muito, passei a pegar caminhos um pouco confusos, com curvas, encontros e desencontros.
Para chegar à noite no fim da estrada, onde estava a anciã, esperando por mim.
Olhávamos, conhecíamos
Sentíamos;
Eu poderia ter percebido antes se não estivesse ocupada olhando para fora,
percebido que ela era eu mesma, uma parte cautelosa,
que esperou ao longo de todo o caminho até eu encontra-la.
Me lembrar que ela existe,
Me lembrar que eu sabia o tempo todo aonde estava indo e que posso cuidar de mim mesma.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Nunca prestei muita atenção no símbolo yin e yang, sempre aparentemente muito simples. Lembro-me da primeira vez que me deparei com ele, uma pessoa me deu de presente um difusor de essências com a forma de um yin e yang. Anos depois, olhando para mesma peça é que compreendi a dança que eles (as duas partes) realizam, unidas e separadas.
Algumas reflexões que permeiam a criação deste grupo.
Entrar para as ciências sociais me afastou por muito tempo de uma parte de minha essência. Inconscientemente fiz questão de cala-la, pois queria muito adentrar no brilhante mundo racional e científico e também por pouco compreender os meus instintos, que alguns chamam de intuição. Afinal, ser diferente é demasiado cansativo,e toda vez que as intuições vinham não era possível explica-las, então foram caladas.
Inicialmente me dei muito bem, falando sobre o funcionalismo, explicando como os processos sociais estavam por trás de tudo, podia explicar o mundo todo, ressaltando o materialismo histórico dialético, adentrando para núcleo de pesquisa e discutindo o que os grupos econômicos fazem e como fazem, nessas redes complexas de relações.
Não demorou muito tempo para os desequilíbrios aparecerem. Não há nada de errado em estudar tudo isso, o que não estava indo bem era a minha outra metade, calada e sufocada no porão do meu inconsciente. Fui atrás das pílulas, algumas para dormir, as outras para não sentir. Elas não surtiram efeito.
Percebi então que o problema era o meu meio rapto, precisava ouvir a minha outra metade.
Tudo é energia. E energia é muito sutil.
Muitas mulheres passam por situações assim, afinal, o mundo profissional, científico e racional, o mundo construído pelo patriarcalismo ocidental não nos aceita muito bem. Por vezes nos esforçamos imensamente para sermos aceitas, mudamos o nosso jeito de vestir, mover e se expressar, para um que seja aceito pelos homens, é claro. E para eles é muito fácil aceitar as mulheres, quando elas se parecem com eles, mas a essência feminina em si continuada rejeitada.
Quais as consequências de todos estes “ajustes”¿
Tendo, dentro de nós, as duas energias, feminina e masculina, ou yin e yang, no momento em que permitimos que uma prevaleça sobre a outra geramos um desequilíbrio, sutil, porém intenso, que nos deixa doentes, fracas e surdas para nossa intuição.
É essa a razão para o retorno, a conexão com a mãe sagrada, com o espiritual, com o intuitivo e instintivo. Uma busca pelo equilíbrio dessas energias que nos formam, o sagrado feminino e o sagrado masculino, sem a sobreposição de um sobre o outro, mas a harmonia.
Inicialmente me dei muito bem, falando sobre o funcionalismo, explicando como os processos sociais estavam por trás de tudo, podia explicar o mundo todo, ressaltando o materialismo histórico dialético, adentrando para núcleo de pesquisa e discutindo o que os grupos econômicos fazem e como fazem, nessas redes complexas de relações.
Não demorou muito tempo para os desequilíbrios aparecerem. Não há nada de errado em estudar tudo isso, o que não estava indo bem era a minha outra metade, calada e sufocada no porão do meu inconsciente. Fui atrás das pílulas, algumas para dormir, as outras para não sentir. Elas não surtiram efeito.
Percebi então que o problema era o meu meio rapto, precisava ouvir a minha outra metade.
Tudo é energia. E energia é muito sutil.
Muitas mulheres passam por situações assim, afinal, o mundo profissional, científico e racional, o mundo construído pelo patriarcalismo ocidental não nos aceita muito bem. Por vezes nos esforçamos imensamente para sermos aceitas, mudamos o nosso jeito de vestir, mover e se expressar, para um que seja aceito pelos homens, é claro. E para eles é muito fácil aceitar as mulheres, quando elas se parecem com eles, mas a essência feminina em si continuada rejeitada.
Quais as consequências de todos estes “ajustes”¿
Tendo, dentro de nós, as duas energias, feminina e masculina, ou yin e yang, no momento em que permitimos que uma prevaleça sobre a outra geramos um desequilíbrio, sutil, porém intenso, que nos deixa doentes, fracas e surdas para nossa intuição.
É essa a razão para o retorno, a conexão com a mãe sagrada, com o espiritual, com o intuitivo e instintivo. Uma busca pelo equilíbrio dessas energias que nos formam, o sagrado feminino e o sagrado masculino, sem a sobreposição de um sobre o outro, mas a harmonia.
De coração para coração.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Fronteiras?
Quem nunca se sentiu meio-morto e meio-vivo, ou na fronteira
entre uma coisa e outra, com o sentimento místico de embaraço?
Fronteiras tão sutis ainda mais em alguns locais mais
específicos como os locais rituais, onde estamos pouco aquis e pouco lás,
vivemos em fronteiras.
Talvez essa seja também parte da tarefa árdua de compreender
um pouco mais o mundo social e a forma com que ele dialoga com o natural, sendo
a morte natural, e o mundo dos meio-mortos também. A negação da morte é um fenômeno
que ainda preciso compreender, já
que me soa tão natural em minhas próprias ações e tão
artificial em relação a minha posição animal, como vivente.
O que são a história e as memórias senão vozes dos mortos?
sexta-feira, 11 de abril de 2014
"La insurrección de la burguesía"
"La Insurrección de la burguesía es la primera parte del documental La batalla de Chile.
Todo comienza en marzo de 1973, en donde se celebran las últimas elecciones demócratas chilenas durante el gobierno del futuro derrocado presidente Salvador Allende. A pesar de que muchos chilenos votan contra la "amenaza" comunista, el partido de Allende gana con el 42,3% de los votos, tras esto la oposición comprende que los sistemas legales ya no sirven.
Ocurrido esto, la burguesía y los militares chilenos ponen la estrategia de, para vencer la "amenaza", deberán provocar un golpe de estado en el país."
A maioria só é vista como maioria quando reforça a ideologia das classes dominantes, aí sim tendo em vista seus interesses é que a burguesia defende a maioria. Quando a maioria luta por liberdade e diretos, incomoda a elite que não quer ver mudanças na estrutura de poder que lhes prioriza e beneficia.
No inicio do filme aparecem as eleições de 1973, há muitas pessoas nas ruas sendo entrevistadas, é perguntado à elas quem elas acham que irá ganhar, a direita acha que a direita irá ganhar, e a esquerda acha que a esquerda irá ganhar. É interesse nas respostas que as pessoas de direita falam que a maioria precisa ser ouvida que o caos no governo precisa mudar, e algumas delas ainda complementam, se não for possível por meio de eleições então seria possível uma destituição do presidente.
Ao receberem os primeiros resultados das eleições, com a vitória da Unidade Popular, se inicia uma serie de boicotes contra o governo democrático, antecedendo o golpe , ou seja, a vontade da maioria, dos trabalhadores de realizar reformas políticas são barradas de todas as maneiras possíveis, até então à violência e sangue do golpe.
Na manhã de 29 de junho de o Regimento Blindado nº ataca o La moneda com 6 tanques e alguns veículos.
Por que esta reflexão é importante? Porque vivemos num sistema que apenas perpetua a miséria, um sistema capaz de produzir inúmeras riquezas que nunca são distribuídas, mas essas riquezas só podem ser produzidas socialmente, o desfrute delas deveria pertencem à todos.
Existe uma estrutura de poder, nos países centrais capitalistas, que é reproduzida por elites locais nos países periféricos, é do interesse deles manter tudo como está, sem distribuição de renda, sem igualdade, sem liberdade... As ditaduras militares no cone sul serviram este propósito, manter a ordem, que ordem? A ordem opressora, e por meio de mais opressão, ataque à civis, violência, tortura, e inúmeras privações. Por que lembrar? Para que não se repita, liberdade aos povos latino-americanos!
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