quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Fronteiras?


Quem nunca se sentiu meio-morto e meio-vivo, ou na fronteira entre uma coisa e outra, com o sentimento místico de embaraço?

Fronteiras tão sutis ainda mais em alguns locais mais específicos como os locais rituais, onde estamos pouco aquis e pouco lás, vivemos em fronteiras.

Talvez essa seja também parte da tarefa árdua de compreender um pouco mais o mundo social e a forma com que ele dialoga com o natural, sendo a morte natural, e o mundo dos meio-mortos também. A negação da morte é um fenômeno que ainda preciso compreender, já
que me soa tão natural em minhas próprias ações e tão artificial em relação a minha posição animal, como vivente.

O que são a história e as memórias senão vozes dos mortos? 

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