Quem nunca se sentiu meio-morto e meio-vivo, ou na fronteira
entre uma coisa e outra, com o sentimento místico de embaraço?
Fronteiras tão sutis ainda mais em alguns locais mais
específicos como os locais rituais, onde estamos pouco aquis e pouco lás,
vivemos em fronteiras.
Talvez essa seja também parte da tarefa árdua de compreender
um pouco mais o mundo social e a forma com que ele dialoga com o natural, sendo
a morte natural, e o mundo dos meio-mortos também. A negação da morte é um fenômeno
que ainda preciso compreender, já
que me soa tão natural em minhas próprias ações e tão
artificial em relação a minha posição animal, como vivente.
O que são a história e as memórias senão vozes dos mortos?
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